31º
by André de Leones
O melhor aniversário que ele poderia ter. Eram apenas cinco ali em sua casa, com uma caixa de isopor abarrotada de gelo e cerveja na cozinha e, na mesinha de centro da sala, além das besteiras de praxe (batatas, ovinhos de amendoim, amendoim), dois litros de cachaça. Foi tão bom que passou muito rápido, rápido demais. Ele recebeu até mesmo presentes (uma camisa novinha do Liverpool, um Moleskine para registrar suas leituras e um litro de cachaça envelhecida sob a terra por sabe-se lá quantos anos) e ficou assim meio bobo, mais ou menos como ficou no reveillon, porque não pensava que esse tipo de conforto, outrora impossível por uma série de razões (sobretudo pelo lugar em que se encontrava, física e psicologicamente), estivesse ao seu alcance. Agora, enquanto repassa mentalmente a noite anterior, ele ainda se surpreende com a leveza da coisa toda e dele próprio. É como se finalmente tivesse encontrado um lugar para si. Ele quase não se reconhece, coisa que, pela primeira vez na vida, pouco ou nada tem de assustador.

é aquela coisa toda e parabéns.
Pegadas. As deixo aqui.
Bj.
não pus meu nome certo porque daí aparece no google. e já tem muita coisa no google que eu não queria que estivesse. eu tenho o mérito, que você deve achar com razão demérito, de ser goiano também. só que também saí da oca. não sei se igual. estou a ponto de negar a literatura. vejo que você consegue viver com ela. tenho vontade de ler seus livros. ao mesmo tempo não tenho. principalmente aquele primeiro, porque tenho o maior asco dos casaisinhos que deram certo naquele Goiás. e acho que no seu livro tem um pouco disso. embora ache que você quis foi aniquilá-lo de alguma forma. enfim, é provável que nem vai querer me responder, porque já tem algum sucesso e sei o quanto deve ser difícil aparecer numa folha de são paulo, pra isso basta passa na fantasmática cultural goianiense, e olha que é o que de melhor temos aquela bendito cine cultura na praça cívica. enfim se quiser falar comigo ou pelo menos saber meu nome vai naquele modismo lá do msn: demimdemim@hotmail.com
“(…) tenho o maior asco dos casaisinhos que deram certo naquele Goiás. e acho que no seu livro tem um pouco disso. embora ache que você quis foi aniquilá-lo de alguma forma.”
Não há nada disso de “casaisinhos que deram certo” (?) no meu primeiro livro ou nos outros, e eu tampouco quis ou quero aniquilá-lo. Gosto muito dele.
Eu não sabia que o msn é um modismo, mas, independentemente do que ele seja, não costumo acessá-lo. Se quiser conversar, pode me escrever: alleones@gmail.com.
Abraços.
Rs. Achei graça. Podia rir?
Você eu deixo :-)
Pra mostrar como não me interesso pelo autor, né, André? rs
Hahahahahahahahaha