A abertura do Mar Vermelho.
by André de Leones

No “Guerra e Paz” de Liev Tolstói (Cosac Naify, tradução de Rubens Figueiredo), há essa passagem em que, ferido na Batalha de Austerlitz, Bolkónski olha para o alto:
(…) Acima dele, já não havia nada, senão o céu – um céu alto, não claro, mesmo assim incomensuravelmente alto, com nuvens cinzentas que deslizavam tranquilas. (…)
No meu entender, parar a descrição de uma das maiores batalhas da História, parar o próprio tempo, e deter-se em um personagem que, estatelado no chão, naquele momento e naquelas circunstâncias, fita o céu, equivale, literariamente, à abertura do Mar Vermelho. Tolstói é o meu Moisés.

hahahaha
tava lendo em voz alta (compartilhando com minha esposa) a sua resenha sobre o ‘adeus, primeiro amor’, o modo sagaz como vc concatena ideias, imagens, como traduz o filme. isso tb é raro.
o que quero dizer: perceber isso que vc percebeu, no caso do ‘guerra e paz’, tanto quando o Tolstoi, exige alta sensibilidade. ou seja, vc é meio que o meu moisés (rs, ficou meio gay, mas não é) hahaha
abs
tenório
Hahahahaha.
Valeu, Tenório.
Abração.