Angelopoulos.
by André de Leones

Theo Angelopoulos morreu. Tinha 76 anos. Seus “Paisagem na Neblina”, “Um Olhar a Cada Dia” (lançados no Brasil em excelentes edições da Lume) e “A Eternidade e Um Dia” são viagens belíssimas, algo como a atualização da memória (pessoal, histórica, da Grécia, da Europa) em imagens, longos planos-sequência que sugerem, tranquilos, a impermanência de tudo. O paradoxo inerente a isso (os filmes permanecem, não?) não é bem um consolo, sobretudo neste período em que vivemos. Angelopoulos morreu trabalhando, vítima de um acidente estúpido.
